Submarino.com.br
Vistos e Escritos Rotating Header Image

Posts Tagged ‘Cinema Clássico’

O carnaval da boa vizinhança

O carnaval me lembra Carmen Miranda, e Carmen Miranda me lembra That Night in Rio (1941), de Irving Cummings:

Não deve existir cena mais didática sobre a prestação de serviço de Hollywood à ideologia norte-americana. Observem Don Ameche chegando ao Rio de Janeiro eternamente espetaculoso e artificial de Cummings, a bordo de um Ford conversível, pronto [...]

Dois olhares sobre Anticristo, de Lars Von Trier

O Lisandro Nogueira e eu assistimos juntos ao novo filme do Lars Von Trier, Anticristo, e tivemos a ideia de publicar um diálogo sobre ele em nossos blogs. Junto com Bastardos Inglórios, do Tarantino, o filme de Von Trier faz a diferença na grade atual dos cinemas de Goiânia. Quem assistiu Anticristo, fique à vontade [...]

Intensidade e jovialidade: Bordwell, Mann, Godard

Junto com o livro de Jacques Aumont, O Cinema e a Encenação, a literatura em língua portuguesa sobre o cinema ganhou recentemente outra obra de grande valor. Para repetir o título da minha resenha anterior, Figuras Traçadas na Luz, de David Bordwell, é tão indispensável quanto o livro do crítico francês, abordando também o tema [...]

Michel Mourlet e a encenação

Uma parte do livro de Jacques Aumont que me prendeu especialmente foi a extensa análise do manifesto de Michel Mourlet, Acerca de uma arte ignorada – texto que o belo trabalho de traduções do blog Dicionários de Cinema oferece na íntegra, aparentemente com exclusividade na língua portuguesa. Segundo penso, Mourlet se trata de um crítico [...]

Era uma vez (Breno Silveira, 2008)

Era Uma Vez, segundo filme de Breno Silveira, é uma produção de 2008. No entanto, a julgar pela maneira como a sua narrativa é construída, o filme poderia ter, pelo menos, cem anos. Exagero à parte, esse hipotético deslocamento temporal é capaz de explicar a dificuldade que a obra tem de se fazer um discurso [...]

Pensamentos sobre Hitchcock (ou Sra. Danvers, a governanta rebelde)

Truffaut e a turma do cinéma d’auteur estavam certos: Hitchcock é mesmo incrível. Ao assistir Rebecca, de 1940, filme vencedor de duas estatuetas no Oscar (o que não garante nada, mas, tratando-se de Hitchcock, é algo a ser observado), considerei a primeira meia hora um tanto anômala, especialmente para um diretor que tem como hábito [...]